A eternidade de cada texto ou até um livro, é a sequente futura ação do escritor que abriu o cenário com apenas uma letra. Por isso vos digo que a minha vida era um Livro aberto com as folhas soltas ao vento. De súbito, e não mais que de repente, aos 25 anos de idade, veio um tufão chamado Descolonização!... (Silvino Dos Santos Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
Textos




UM POEMA DE “Fique São”!

 É uma sim,outra não!
 - As batidas do meu coração.
Batem leve, suavemente!
Como a Alma que já desce de mansinho,
Será neve?!, Será gente?!,…
Ou é apenas granizo a cair devagarinho!?
 - A neve não é certamente,
Porque ela não bate assim!
Só pode ser certa gente,
Que não gosta do meu Jardim.
Batem leve, suavemente!…
Na janela do quintal,
É cá em casa e no vizinho!
Será algum animal?
Mas com tanto amor e carinho?!
- A gente não é certamente,
Porque aqui neste Portugal,
Ela já está tão dormente.
Pois  já padeceu tanto mal. 
- Batem leve, leve, leve,
E tão suavemente em retirada,
A caminho da ida para a emigração,
Batem a porta na cara,
Para quem ama esta nação!
Batem muito em retirada,
E depois da batalha perdida,
A Bandeira desfraldada ( mas tão triste!)
Estão todos quase sem vida!...

( refrão)
Batem leve, suavemente!
Na tampa da minha urna,
Que de vergonha ela se enfurna,
A vela do meu batel, ela sente,
Que  a noite ficou diuturna.
É uma sim, outra não!
 - As batidas do meu coração!
Batem de leve na gente.
Que nos levantou a moral,
Foi assim num “de repente”,
Perdemos tudo! Até o bom senso!
E o amor a Portugal.
É uma sim, outra não!
 - As batidas do meu coração!
Batem leve, levemente!
E infinitamente, Suavemente,
E como pancadas de amor,
Assim é até um novo sol pôr.
Ateus!... rezem a Deus.
 
Notas de Rodapé :  – “balada” não é um tipo de música cheia de balas, doces, rebuçados, caramelos, amendoas e outras baganas inventadas pelo povo para adoçar a vida dos poetas como nós, que amargamos a saudade da terra prometida e nunca alcançada!
Portugal é Eterno … e NUNCA se diga Adeus para sempre! Abraço a todos e até breve.

(in: "POESIAS SOLTAS" )
De: Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal/Brasil

Nota do Autor: este poema é ao mesmo tempo uma corruptela ortográfica da palavra original em Português "ficção" (fique são) e também uma glosa ao clássico eterno poema de Augusto Gil, "batem leve,levevemente como quem chama por mim" 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 04/11/2018
Alterado em 12/02/2020
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