A eternidade de cada texto ou até um livro, é a sequente futura ação do escritor que abriu o cenário com apenas uma letra. Por isso vos digo que a minha vida era um Livro aberto com as folhas soltas ao vento. De súbito, e não mais que de repente, aos 25 anos de idade, veio um tufão chamado Descolonização!... (Silvino Dos Santos Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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À atenção dos Autarcas de Mirandela,  responsáveis pela Secretaria da Cultura!... O SEU A SEU DONO!
O Poeta Francisco Rodrigues Lobo foi quase contemporâneo do Grande Luis Vaz de Camões. (nasceu no ano da morte do poeta Maior da Língua Portuguesa - 1580 - faleceu tragicamente aos 42 anos de idade quando viajava de barco próximo a Santarém e tudo leva a crer, ao ler a sua obra, que foi um seguidor muito próximo da poesia bucólica de Camões daquela época!). Na minha passagem recente por Leiria eu pude fotografar esta estátua no Parque central da cidade, não muito distante da Estátua de Camões. Muito antes de eu passar por Leiria já eu me sentia atraído pelo seu poema mais conhecido do qual vos trago uma parte gravada em Azulejo Tradicional na Fonte pública de Mirandela... e quantas vezes eu já por aqui passei?!
CANTIGA
 
Descalça vai para a fonte,
Leanor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
 
A talha leva pedrada,
Pucarinho de feição,
Saia de cor de limão,
Beatilha soqueixada;
Cantando de madrugada,
Pisa as flores na verdura:
Vai fermosa, e não segura.
 
Leva na mão a rodilha,
Feita da sua toalha;
Com üa sustenta a talha,
Ergue com outra a fraldilha;
Mostra os pés por maravilha,
Que a neve deixam escura:
Vai fermosa, e não segura.
 
As flores, por onde passa,
Se o pé lhe acerta de pôr,
Ficam de inveja sem cor,
E de vergonha com graça;
Qualquer pegada que faça
Faz florescer a verdura:
Vai formosa, e não segura.
 
Não na ver o Sol lhe val,
Por não ter novo inimigo;
Mas ela corre perigo,
Se na fonte se vê tal;
Descuidada deste mal,
Se vai ver na fonte pura:
Vai fermosa, e não segura.
Autor: Francisco Rodrigues Lobo "in ECLOGAS"
- Data Vênia. 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 01/03/2019
Alterado em 14/03/2019
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